Por: Maristela Meireles
A primeira vista, um filme coreano pode não chamar a atenção das centenas de pessoas que passam por um shopping todos os dias. Porém, vamos parar para pensar sobre o fato de esse filme estar em cartaz no cinema mais próximo de você (somos privilégiado, no último dia 5, esse filme estreou em apenas quatro cidades brasileiras: São Paulo, Brasília, Vitória e Juiz de Fora). Procurando motivos para assistir “Mother – A busca pela verdade” e, posteriormente, embasamento para escrever essa dica de cinema, me deparei com alguns bons motivos para te convencer a procurar o Alameda antes que ele saia de cartaz. É bem provável que depois você não o encontre em qualquer locadora!
Primeiramente, vou registrar as minhas sensações ao assistir o filme. Confesso que na última segunda-feira, tudo o que eu não queria era ver um filme cabeça. Porém, visto que eu já havia assistido tudo o que me interessava, dei uma chance ao filme após ler algumas sinopses. Não me arrependi nem um pouco. O filme é profundo, porém não é complexo. O roteiro prende o espectador do início ao fim e a atuação de Kim Hye-já (a mãe em questão) é fantástica. Não tem como não se apaixonar pela personagem, que inicialmente parece frágil, mas se mostra complexa e determinada.
Olhando algumas críticas do filme na internet, me deparei com um parágrafo que define exatamente a atuação de Kim. É do jornalista Paulo Rebelo. “A atuação da senhora Kim Hye-ja é visceral, para dizer o mínimo. Ela segura o filme do início ao fim, se entrega totalmente e faz você suspirar fundo diante de tamanha dedicação ao papel, na tentativa de descobrir quem são os responsáveis por um assassinato no qual seu filho de problemas mentais foi incriminado”. Um exemplo claro é a primeira cena do filme, quando a personagem de Kim dança em um campo de arroz. A partir daí dá pra se ter uma idéia do que esperar.
Além das atuações belíssimas, a narrativa é muito intensa. O filme vai acontecendo, os fatos se desenrolando e você ali, extremamente ligado na tela. A experiência é muito diferente do que geralmente costumamos ver nos cinemas. E quem é o responsável por tal feito? O diretor e roteirista Joon-ho Bong. De nome, poucos devem lembrar, mas ele foi responsável por outros dois grandes sucessos sul-coreanos: “O Hospedeiro” (2006) e “Memories of Murder” (2003). Ambos, aclamados em seus respectivos gêneros.
“Mother – A busca pela verdade” é um exemplo clássico do ditado que diz: “não se conhece um livro pela capa”. Ainda citando o jornalista Paulo Rebelo em sua crítica, “existe uma regrinha básica para filmes asiáticos: quando eles conseguem ultrapassar a barreira cultural, garantir distribuição no Ocidente e ganhar espaço na sala de cinema, você nunca deve deixar de assistir. Porque, depois dessa peneira, a probabilidade de decepção até existe, mas é bem pequena”. A dica é: faça da sua ida ao cinema em Juiz de Fora uma diversão e também uma oportunidade de conhecer diferentes realidades. Se o filme não foi bom… Paciência. Mas, com certeza, em muitos casos, você vai se surpreender.
Trailler de Mother – A busca pela verdade, legendado
Primeiro Trailer de Mother – Abusca pela verdade (em coreano). É o mais fiel à intenção do diretor.
Veja os horários deste e de outros filmes em cartaz no Espaço de Cinema Alameda de Juiz de Fora
Angustiante e com mudanças de rumo inesperadas… Não que isso seja ruim, muito pelo contrário, eu adorei! Recomendo!
Esse filme é o melhor que vi esse ano nos cinemas. E olha que falo isso tendo visto a “revolução Avatar” e outros sucessos como Sherlock Holmes. Vale muito a pena vê-lo. E a crítica ficou muito boa, retratou bem o filme.